sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

É Certo Usar Tatuagem?


“Nem fareis figura alguma no vosso corpo”
(Lv 19,28)

As tatuagens são muito usadas por jovens ligados à música pesada, crime, violência, drogas, etc. Isto não parece bom. Muitas vezes são pactos , consagrações, que são celebradas até com as forças do mal e das trevas.
Acredito que o problema maior está no fato de as tatuagens “estarem na moda”. Nossa Senhora advertira em Fátima que viriam muitas modas que ofenderiam muito a Deus e "quem segue a Deus não segue as modas, Nosso Senhor é sempre o mesmo".

Lembremos também que a medicina não recomenda o uso de tatuagens, pois, elas são quase irreversíveis e prejudiciais no campo da saúde.

As tatuagens têm sua origem no mundo das magias e do esoterismo. A magia é uma artimanha que pretende forçar poderes superiores ou a própria Divindade a agir segundo a intenção do mago, e só ele, conheceria os meios para tal. É claro que isto ofende a Deus. A magia é uma caricatura da religião, pois coloca o homem (mago, bruxa, feiticeiro, necromante, cartomante, pagé, etc.) acima de Deus, que ele quer controlar com os seus encantamentos.

São Paulo diz-nos:
(I Cor 6,1717) "Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo."

Fica um conselho: Você ama a Deus? Então não faça tatuagem nem uma, mesmo que seja algo que pareça bom e inofensivo: O nome de alguém querido (namorada, esposa, marido, filhos, Jesus Cristo) ou mesmo imagens religiosas.

Nós Católicos devemos nos levar pela Palavra de Deus e não pela moda.

Edmilson Aparecido

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Anjo da Guarda Existe Mesmo?


A Igreja nos ensina que desde a infância até a morte os anjos nos guardam, protegem e intercedem por nós (Mt 18,10; Lc 16,22; Sl 34,8; 90,10´13). Jesus disse: ´Em verdade eu vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos no céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.´(Mt 18,1´10) Acreditamos, com a Igreja, que no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando´o e inspirando´o. Quem de nós não aprendeu, desde pequeno, aquela oração ao Santo Anjo da Guarda: Ó santo Anjo da minha guarda, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine, Amém. Na Liturgia da Festa dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja implora a sua proteção: ´Ó Deus, que na vossa misteriosa providência mandai os vossos anjos para guardar´nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente do seu convívio.´(Oração do dia). ´Acolhei, ó Deus, as nossas oferendas em honra dos santos anjos e fazei que, velando sempre ao nosso lado, nos guardem dos perigos desta vida e nos levem à vida eterna. ´(Oração sobre as oferendas). ´Ó Deus, que alimentais com tão grande sacramento a nossa peregrinação para a vida eterna, guiai´nos por meio dos vossos anjos, no caminho da salvação e da paz.´ (Oração depois da Comunhão). A Igreja reza conforme ela crê (Lex orandi, lex credendi). Pela orações acima, oficiais em nossa liturgia, vemos que a Igreja não tem dúvida sobre a existência e ação dos anjos. Quem negar isto se põe, voluntariamente, fora dos ensinamentos e da fé da Igreja, e deixe de ser plenamente católico. Embora o Magistério da igreja não tenha definido como dogma de fé a tutela dos anjos sobre os homens, alguns santos doutores da Igreja afirmaram a mesma concepção judaica de que o povo de Deus, as dioceses, as nações, etc., e cada pessoa tem um anjo protetor particular. Não há porque não aceitar tal concepção. S. Basílio Magno (330´369) afirmou que ´cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi´lo à vida´ (Eun. 3,1) Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz: ´Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita´o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis.´ (Ex 23,20´23).

Fonte: Editora Cléofas – Prof. Felipe Aquino

O Quer Dizer Quaresma?


A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O que os cristãos devem fazer no tempo de Quaresma?

A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.

Ainda é costume jejuar durante este tempo?

Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.

Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

Fonte: Editora Cléofas – Prof. Felipe Aquino

Onde Estão Os Anjos na Liturgia da Igreja?


Uma das provas mais claras da realidade dos anjos, é o culto litúrgico que a Igreja lhes presta. Sabemos que na vida da Igreja, “lex orandi, lex credendi”; a norma da fé é a norma da oração, reza´se conforme se crê. Santo Agostinho, já no século IV, afirmava que “é preciso honrar os anjos testemunhando´lhes amor e respeito, mas não adoração, a qual somente a Deus é devido”. Aos poucos, na vida da Igreja , foram se tornando comuns as orações e os oratórios em honra dos anjos. No século VI já se celebrava a festa de São Miguel Arcanjo. No século IX, a Igreja instituiu a Missa em louvor dos Santos Anjos.

A partir do século XIII surgem muitos templos dedicados aos três santos Arcanjos. No século XVI o culto aos anjos já se estendia a toda a cristandade. Em 1561 o Papa Pio IV consagrou a “Santa Maria e aos sete anjos” a igreja que Michel Angelo construiu no local do salão das Termas do imperador romano Dioclesiano. É o que se chama igreja de Santa Maria dos Anjos. Em 1526 o Papa Leão X, a pedido de François d’Estaing, bispo de Rodez, aprovou a festa dos Anjos da Guarda. No século XVII foi composta a oração ao Anjo da Guarda, que São Luiz Gonzaga tanto gostava de rezar: “Santo Anjo de Deus que sois a minha guarda e a quem eu fui confiado por celestial piedade, iluminai´me, guardai´me, regei´me, governai´me. Amém!”

Em 1670, o Papa Clemente X aprovou a festa universal dos Santos Anjos da Guarda para o dia 2 de outubro. E, após o Concílio Vaticano II, os Santos Arcanjos são celebrados no dia 29 de setembro. Na santa Missa, que é a Oração litúrgica por excelência, vemos os anjos presentes em todas as partes: no ato penitencial ( … peço à Virgem Maria, aos Anjos e santos, e a vós irmãos que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor); no Glória; no Credo e na Oração Eucarística. “Por isso, com todos os anjos e santos proclamamos a vossa glória, cantando a uma só voz” (Oração eucarística II). “Eis pois, diante de Vós todos os anjos que vos servem e glorificam sem cessar, contemplando a vossa glória. Com eles, também nós, por nossa voz, tudo o que criastes, celebramos o vosso nome, cantando a uma só voz: …” (Oração Eucarística IV)

Na festa dos Arcanjos (29 de setembro), a Igreja invoca a proteção dos anjos: “Alimentados na força do pão do céu, dai´nos, ó Deus, sob a proteção dos vossos anjos, progredir no caminho da salvação. “ (Depois da comunhão) Na Festa dos Santos Arcanjos, a Igreja reza ao Senhor assim: “Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei que sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu.” (Oração do dia) Na despedida dos defuntos a Igreja roga: “Para o Paraíso te levem os anjos”. Na Festa dos Santos Arcanjos a Igreja ora assim: “Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; fazei que levados pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação.” (Sobre as oferendas)

Na Liturgia da Festa dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja implora a sua proteção: “Ó Deus, que na vossa misteriosa providência mandai os vossos anjos para guardar´nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente do seu convívio.” (Oração do dia) “Acolhei, ó Deus, as nossas oferendas em honra dos santos anjos e fazei que, velando sempre ao nosso lado, nos guardem dos perigos desta vida e nos levem à vida eterna. “ (Oração sobre as oferendas) “Ó Deus, que alimentais com tão grande sacramento a nossa peregrinação para a vida eterna, guiai´nos por meio dos vossos anjos, no caminho da salvação e da paz.” (Oração depois da Comunhão) Pela orações acima, oficiais em nossa liturgia, vemos que a Igreja não tem dúvida sobre a existência e ação dos anjos.

Quem negar isto se põe, voluntariamente, fora dos ensinamentos e da fé da Igreja, e deixa de ser plenamente católico. Embora o Magistério da igreja não tenha definido como dogma de fé, a tutela dos anjos sobre os homens, alguns santos doutores da Igreja afirmaram a mesma concepção judaica de que o povo de Deus, as dioceses, as nações, etc., e cada pessoa tem um anjo protetor particular. Não há porque não aceitar tal concepção. S. Basílio Magno (330´369), doutor da Igreja, afirmou que “cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi´lo à vida” (Eun. 3,1). Na Festa dos santos Arcanjos, a Igreja assim vê a glória de Deus manifestada em seus anjos: “Pai Santo, Deus eterno e todo poderoso, é a Vós que glorificamos ao louvarmos os anjos que criastes e que foram dignos do vosso amor. A admiração que eles merecem nos mostra como sois grande e como deveis ser amado acima de todas as criaturas. Pelo Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, louvam os anjos a vossa glória, as dominações vos adoram, e, reverentes, vos servem potestades e virtudes. Concedei´nos também a nós, associar´nos à multidão dos querubins e serafins, cantando a uma só voz…” (Prefácio).

Fonte: Editora Cléofas – Prof. Felipe Aquino

Quais São os Sacramentos?


1 ´ São os canais da graça de Deus até nós. Trazem a nós a salvação que Jesus conquistou para nós com os méritos de sua Paixão, morte na Cruz e Ressurreição.

2 ´ A Igreja é o grande Sacramento da Salvação, que Jesus instituiu para ministrar (distribuir) os Sete Sacramentos. É pela Igreja que se salva. Ela é o Corpo de Cristo (1 Cor 12,28). É a Arca de Noé que abriga do dilúvio do pecado.

3 ´ Os Sete Sacramentos foram todos instituídos por Jesus para salvar o homem.

Cada sacramento é um sinal eficaz ( água no batismo, óleo no Crisma, etc…) que transmite a graça de Deus. Ele não depende do ministro que o ministra (depende só de Cristo), mas os seus frutos dependem da disposição (preparação ) com que a pessoa o recebe.

4 ´ O Batismo

´ Foi Jesus quem mandou a Igreja batizar (Mt 28, 18´20 ; Mc 16, 15´17). ´ O Batismo faz a pessoa participar da morte e ressurreição de Jesus (Rom 6, 3ss). Aplica´se naquele momento o poder da morte de Jesus à criança. Ela morre misticamente para o pecado, para o mundo, Satanás, e renasce para a vida em Deus (2 Cor 5,17). Jesus resgata a pessoa, no Batismo pelo seu sangue e sua morte (1 Pe 1, 18´19)

O Batismo torna o batizado:

* filho de Deus.

* membro de Jesus Cristo (1 Jo 15, 5ss) (Igreja).

* herdeiro do Céu.

* apaga o pecado original e os pessoais.

´ Ninguém pode receber os outros sacramentos sem ser batizado.

´ Ninguém pode ser batizado mais de uma vez.

´ Em caso de morte qualquer pessoa pode batizar.

5 ´ Crisma ou Confirmação

É o sacramento que confirma e complementa o Batismo. Traz o Espírito Santo à pessoa pela imposição das mãos do Bispo, como faziam os apóstolos (At 8, 14´17). A pessoa é renovada no Espírito Santo, para seguir Jesus e testemunhá´la com poder (At 1,8) e santificar´se pelos seus frutos (Gal 5,22) e Dons infusos (sabedoria, ciência, entendimento, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus ´ Is 11) e carismáticos (1 Cor 12, 4ss).

6 ´ Eucaristia

É o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus presente no pão para ser nosso remédio contra o pecado e alimento para a alma. Jesus disse: ´Isto é o meu corpo….o meu sangue´. (Lc 22, 19ss ; Mt 26,17´28 ; Mc 14,12´24) Explorar o discurso sobre a Eucaristia (Jo 6), especialmente os versículos (41,48,51,53,54,56,57). Falar da missa ´ é a celebração do mistério da Redenção (Salvação). A missa atualiza, torna presente, o mesmo sacrifício de Jesus no Calvário, e o prolonga na história. Celebrar a missa é participar de maneira incruenta (sem sangue e dor) do mesmo sacrifício de Jesus. É a imolação do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Enfatizar a sua importância para a vida espiritual.

7 ´ Penitência ou Confissão

´ É o sacramento do perdão e da cura da ferida do pecado.

´ Foi o primeiro sacramento que Jesus instituiu após a sua ressurreição, no mesmo dia. Veja (Jo 20,19´23) e acentue o versículo 23. A necessidade de se confessar com o padre. É necessário quando há pecado grave. Fale sobre o pecado. Algo que se comete contra a lei de Deus (os 10 mandamentos, etc…). Para haver pecado é preciso saber, querer e fazer o mal. ´ A confissão com o padre nos dá uma salutar humilhação e ele nos orienta na vida espiritual. Ele perdoa pela autoridade de Jesus, que pagou o preço do pecado com o seu sangue. ´ Para uma boa confissão é preciso preparação: exame de consciência, arrependimento dos pecados, propósito de não pecar, confissão com o padre e cumprir a penitência. ´ É necessário confessar´se com humildade e sinceridade (não esconder nada do confessor)

8 ´ Matrimônio

É o sacramento para que o casal tenha a graça de Deus para cuidar bem da sua vida conjugal e familiar. É a graça para o casal crescer mutuamente e criar os filhos na fé de Deus, vencendo todas as dificuldades. (Veja Mt 19, 3ss ; Gen 1, 28 ; Gen 2,24)

9 ´ Ordem

É o sacramento do sacerdote. Foi instituído por Jesus quando disse aos apóstolos: ´Fazei isto em minha memória´, na Santa Ceia. A Ordem faz do sacerdote ´um outro´ Jesus na terra a continuar a sua missão de salvação, por isso é ele que ministra os sacramentos, com a autoridade da Igreja.

10 ´ Unção dos Enfermos

Sacramento para os enfermos graves. Explorar (Tg 5,13´16). A unção é para curar o enfermo, não para matá´lo. Prepara´o para a morte, se esta for a vontade de Deus. Perdoa todos os seus pecados, conforta´o espiritualmente.

Fonte: Editora Cléofas – Prof. Felipe Aquino

Qual a Diferença Entre Alma e Espírito?


Na Sagrada Escritura, S. Paulo faz essa distinção entre alma e espírito. Como a sra. deve bem saber, a alma humana é espiritual, o que significa que ela não é material. A alma humana tem três capacidades ou potências: a capacidade de entender ou inteligência; a capacidade de querer, ou vontade; e finalmente a capacidade de sentir, ou sensibilidade. A sensibilidade é a potência da alma que nos permite sentir de um modo diferente do corpo. Nosso corpo, através dos 5 sentidos sentem as coisas materiais. Por exemplo, sinto que um objeto é frio ou liso; sinto perfume de flores; etc. Nossa alma sente alegria, tristeza, raiva, simpatia, tédio, etc. Estes sentimentos da alma estão sempre ligados ao corpo. Assim, se tenho notícia que minha mãe morreu sentirei tristeza tal que meu corpo verterá lágrimas. Se tenho uma notícia boa ou surpreendente, dou risada. Portanto, a sensibilidade da alma está, pois, estreitamente ligada ao nosso corpo. É por isso que o demônio tem mais influência sobre nossa sensibilidade do que sobre nossa inteligência e vontade. Nossa inteligência e nossa vontade, embora usem o corpo, estão menos dependentes dele. É pela inteligência e vontade que temos em nós a imagem de Deus, porque, como Deus tem Inteligência e Vontade, nós também temos estas duas potências. Por estas razões, São Paulo faz uma distinção na alma, entre a sensibilidade ´ que é mais ligada à matéria ´´ e nossa inteligência e vontade, que ele chama de espírito, por serem menos dependentes da matéria.Nesse sentido é que São Paulo diz que a palavra de Deus é como uma espada de dois gumes que penetra entre a alma e o ´espírito´, isto é, entre a sensibilidade (alma) e o espírito (inteligência e vontade).

Fonte: Editora Cléofas – Prof. Felipe Aquino

Qual a Missão dos Anjos?


Bossuet dizia que:

´Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos… Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos´ ´Porventura, não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação? ´ (Hb 1, 14). Os anjos estão presentes desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terestre (Gn 3, 24); protegem Lot (Gen 19); salvam Agar e seu filho (Gen 21,17); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (Ex 23, 20´23); eles anunciam nascimentos célebres (Jz 13); indicam vocações importantes (Jz 6, 11´24; Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (1 Rs 19,5). Nos Evangelhos eles aparecem na infância de Jesus, nas tentações do deserto, na consolação do Getsêmani; são testemunhas da Ressurreição do Senhor, assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, enfim… prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. Toda a vida de Jesus foi cercada da adoração e do serviço dos Anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles o acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus ´introduziu o Primogênito no mundo, diz: ´Adorem´no todos os Anjos de Deus´ (Hb 1, 6). Até hoje a Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: ´Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina´ (Lc 2, 14). São eles que protegem Jesus na infância (Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que servem Jesus no deserto (Mc 1, 12); o reconfortam na agonia mortal (Lc 22, 43); eles o poderiam salvar das mãos dos malfeitores se assim Jesus quisesse (Mt 26, 53). Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, e a beneficia com a sua ajuda poderosa e misteriosa (At 5, 18´20; 8,26´29; 10,3´8; 12,6´11; 27,23´25). Eles abrem as portas da prisão (At 5, 19); encorajam Paulo (At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (At 8,26s), etc. São Paulo acentua a subordinação dos anjos a Cristo vitorioso sobre o pecado e a morte (Hb 1,7´14; Ef 1, 21; Cl 2, 13). Na Festa dos Santos Arcanjos, a Igreja reza ao Senhor assim: ´Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu.´ (Oração do dia). O Catecismo nos ensina que: ´Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé da sociedade bem´aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.´ (§ 336). ´Quando o Filho do Homem vier na sua glória com todos os seus anjos…´(Mt 25,31).

Ministros da Liturgia celeste

No Apocalipse os Anjos aparecem como ministros da liturgia celeste, oferecendo a Deus a oração dos justos. ´Na minha visão ouvi também ao redor do trono, dos Animais e dos anciãos, a voz de muitos anjos, e número de miríades de miríades e de milhares de milhares bradando em alta voz: ´Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor´ (Ap 5, 11). ´ Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram lhes dadas sete trombetas. Adiantou´se outro anjo, e pôs´se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram´lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está diante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus´. (Ap 8,2´5). Na Liturgia a Igreja se associa a eles para adorar o Deus três vezes Santo: ´Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo …´. Na despedida dos defuntos a Igreja roga: ´Para o Paraíso te levem os anjos´. Na Festa dos Santos Arcanjos a Igreja ora assim: ´Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; fazei que levados pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação.´ (Sobre as oferendas).

Fonte: Editora Cléofas – Prof. Felipe Aquino